domingo, 17 de maio de 2009
: )
Ergamos as nossas vozes! celebremos a nossa vitória!Brindemos o nosso triunfo em nos tornarmos descartáveis, como grande parte das coisas que criamos e que nada refletem, se não a nós mesmo. Nos tornamos a geração narcisista, que nada procura no outro além de si, e assim como qualquer produto, o consumimos. E como produtos, somos consumidos. Descartando e sendo descartados quando não mais oferecemos alguma forma de satisfação. Sim,brindemos e bebamos do nosso próprio e irresistível deletério!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
E os dias acordam já cansados, assistindo a ressaca insuportável por terem, assim, estado tão sóbrios.E eles compartilham comigo do seu sol amarelo pardo, de um sorriso escandaloso e falso, com fim de causar uma boa impressão...Então logo vejo que não são das noites e vultos que tenho medo; são, sim, dos raios desconcertantes das manhãs e de todos os rostos deformados da realidade.E despeço-me assim, em completa langüidez, sem agüentar despir mais um dia. Antes mesmo de terminar esses versos, despeço-me, sem ir realmente embora.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Queria ser a razão de tua insônia, do teu olhar distante, e das coisas impronunciáveis, destiladas em qualquer suspiro.
Queria dar-te o beijo profano, quebrador do feitiço, e te embriagar com a mais pura lucidez.
Queria cegar os olhos que separam o real da fantasia, e
reinventar um antigo método de esquecer minhas lembranças.
Ó, minha amada, sei que você é como a lua: brilha sozinha, e é impossível não desejar-te.
Ó espectadora e ouvinte dos meus pensamentos, venerada por muitos errantes, deita-te comigo essa noite, assim como deitas com todos os teus amantes. E, enquanto a realidade do dia não vem, achega-te a mim, minha casta lua...
Queria dar-te o beijo profano, quebrador do feitiço, e te embriagar com a mais pura lucidez.
Queria cegar os olhos que separam o real da fantasia, e
reinventar um antigo método de esquecer minhas lembranças.
Ó, minha amada, sei que você é como a lua: brilha sozinha, e é impossível não desejar-te.
Ó espectadora e ouvinte dos meus pensamentos, venerada por muitos errantes, deita-te comigo essa noite, assim como deitas com todos os teus amantes. E, enquanto a realidade do dia não vem, achega-te a mim, minha casta lua...
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